Ir para o conteúdo

domingo, 25 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

ECONOMIA

Galípolo: Brasil mais resiliente à volatilidade do petróleo

Presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, afirma que exportação de petróleo e juros altos deixam o Brasil mais preparado para choques externos. Economia pode ter inflação em alta e crescimento em baixa em 2026.

Compartilhe
WhatsApp
Galípolo: Brasil mais resiliente à volatilidade do petróleo

O Brasil está em posição mais favorável para enfrentar a volatilidade do preço do petróleo, causada pela guerra no Oriente Médio, do que outros países. A avaliação é do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, que participou do J. Safra Macro Day em São Paulo nesta segunda-feira (30).

Galípolo destacou que a vantagem brasileira se deve ao fato de o país exportar mais petróleo do que importar, além da política monetária contracionista, que mantém a taxa Selic em 14,75% ao ano.

"Comparativamente a outros bancos centrais, que estão mais próximos de uma taxa de juros neutra, acho que isso também nos coloca em uma posição mais favorável quando comparado com seus pares", afirmou. Segundo ele, os juros elevados criaram uma "gordura" que permite ao Banco Central manter o plano de corte da taxa básica, mesmo diante da pressão externa.

"Essa gordura que foi acumulada com uma posição mais conservadora ao longo das últimas reuniões do Copom nos permitiu, mesmo diante de novos fatos, não alterar a conjuntura como um todo", explicou Galípolo, ressaltando que o país "é mais um transatlântico do que um jet ski" e não fará movimentos bruscos.

O presidente do BC previu que a volatilidade do petróleo deve gerar aumento da inflação e desaceleração da economia brasileira em 2026. "Essa me parece ser uma elevação do preço do petróleo de natureza bastante distinta do passado. Ela não decorre de um ciclo de demanda, [...] e, sim, de um choque de oferta", ponderou. "Então, no Banco Central, temos uma visão de que provavelmente é inflação para cima e crescimento para baixo", concluiu.

Leia também