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domingo, 25 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Justiça suspende regra da Rede que impedia filiados de sair sem aval nacional

Justiça Federal suspende regra do partido Rede Sustentabilidade que exigia aval da cúpula nacional para desfiliações, atendendo a aliados de Marina Silva e impactando disputa interna com ala de Heloísa Helena.

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Justiça suspende regra da Rede que impedia filiados de sair sem aval nacional

A Justiça do Distrito Federal suspendeu uma resolução do partido Rede Sustentabilidade que exigia aprovação da cúpula nacional para que filiados pudessem se desvencilhar da legenda por justa causa. A decisão atende a um pedido de dirigentes próximos à ministra Marina Silva e impacta diretamente a disputa interna entre sua ala e a corrente ligada à deputada Heloísa Helena.

A liminar, concedida na noite de quinta-feira (26/03/2026), suspende a exigência de anuência do diretório nacional para pedidos de desfiliação, mesmo durante a janela partidária. A ação, proposta pelo dirigente Giovanni Mockus e pela deputada estadual Marina Helou (PSB), argumentou que a resolução funcionava como um "instrumento de coerção política" para forçar a permanência de filiados contra a vontade.

A juíza Delma Santos Ribeiro acatou o argumento, citando jurisprudência eleitoral que legitima a desfiliação por justa causa, incluindo mudanças de partido dentro do prazo legal para concorrer às eleições. A resolução interna do Rede, segundo a ação, impedia negociações políticas que envolvessem a saída de mandatos.

A divisão no Rede Sustentabilidade se acentuou desde 2022, com divergências programáticas e de relação com o governo federal. Marina Silva, que integra a gestão Lula como ministra do Meio Ambiente, se alinha ao "sustentabilismo", enquanto Heloísa Helena se posiciona na oposição e defende o "ecossocialismo".

A disputa pelo comando do partido em abril, vencida por um aliado de Heloísa Helena, aprofundou os atritos. Aliados de Marina Silva alegam que mudanças na direção nacional, sob o comando do grupo de Heloísa, tornaram a saída da ministra "inevitável". O partido é presidido por Paulo Lamac.

Embora aliados informem que Marina ainda não definiu seu futuro eleitoral, ela conversa com PT, PSB, PSOL e PV. Uma possível candidatura ao Senado por São Paulo, segundo ela, só ocorreria com apoio à reeleição de Lula, construção de frente ampla e fortalecimento da agenda verde.

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