O relator da CPI do INSS, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), anunciou que fará a leitura do parecer nesta sexta-feira (27/03/2026). Parlamentares da comissão buscam votar o relatório no mesmo dia para encerrar os trabalhos da CPI no sábado (28/03/2026).
A decisão ocorre após o Supremo Tribunal Federal (STF) barrar a prorrogação das atividades da comissão. O ministro André Mendonça havia determinado a extensão do prazo, mas a maioria dos ministros da Corte reverteu a decisão.
Alfredo Gaspar, que é do União Brasil e anunciou filiação ao PL, partido de Flávio Bolsonaro, afirmou que não pretende pedir o indiciamento do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A quebra de sigilo de Lulinha já havia sido aprovada pela CPI, mas anulada pelo STF.
Interlocutores de Gaspar e do presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), indicam que Lulinha será citado no relatório devido a suspeitas, mas sem elementos concretos para indiciamento.
A defesa de Lulinha admitiu ao STF ter viajado a Portugal com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", principal investigado por fraudes bilionárias no órgão. A viagem teria sido paga por Antunes, segundo a defesa, que a classificou como pontual e sem relação com o esquema.
Enquanto isso, a bancada do PT articula um relatório paralelo. A base governista tenta aprovar um voto em separado, de autoria do deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que pode citar Letícia Caetano dos Reis, administradora de um escritório de advocacia ligado a Flávio Bolsonaro e irmã de um sócio do "careca do INSS". A decisão sobre o indiciamento dela ainda não foi tomada.