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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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POLÍTICA JUDICIÁRIA

STF estabelece teto para benefícios extras no Judiciário e MP

STF limita pagamentos extras a juízes e promotores. Decisão visa conter gastos e padronizar remunerações no Judiciário e MP, com potencial de economia de R$ 7,3 bilhões anuais.

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STF estabelece teto para benefícios extras no Judiciário e MP

O Supremo Tribunal Federal (STF) definiu nesta quarta-feira (25) um limite para o pagamento de benefícios adicionais, conhecidos como penduricalhos, a membros do Judiciário e do Ministério Público em todo o Brasil. Esses valores extras, somados aos salários, frequentemente ultrapassavam o teto constitucional de remuneração, fixado em R$ 46,3 mil.

A decisão estabelece que indenizações, gratificações e auxílios serão limitados a 35% do salário de ministros do STF, o que equivale a R$ 16,2 mil. Mesmo com essa restrição, juízes e promotores com direito a esses benefícios poderão ter rendimentos mensais de pelo menos R$ 62,5 mil.

A medida, aprovada por unanimidade, também se aplica a servidores dos poderes Executivo e Legislativo e tem o potencial de gerar uma economia anual de R$ 7,3 bilhões aos cofres públicos.

O julgamento confirmou que apenas benefícios previstos em lei podem ser pagos. O ministro Gilmar Mendes, relator do caso, defendeu o fim dos penduricalhos e citou exemplos de concessões consideradas excessivas. A matéria relacionada a este tema é STF vota suspensão de "penduricalhos" de servidores e também STF decide o futuro dos "penduricalhos" do serviço público.

Alexandre de Moraes destacou a ocorrência de abusos e a proliferação desses pagamentos, afirmando que a partir de agora os pagamentos serão padronizados em todos os tribunais e ramos do Ministério Público.

O presidente do STF, Edson Fachin, propôs regras transitórias para que o Congresso Nacional defina quais verbas indenizatórias são legais, diante da complexidade do tema que se arrasta há cerca de 30 anos.

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