A morte do bilionário Leonid Radvinsky, proprietário majoritário do OnlyFans, abriu uma acirrada disputa pelo controle da plataforma. O negócio, avaliado em bilhões de dólares, atrai o interesse de investidores e executivos da indústria do entretenimento.
Radvinsky, 43 anos, faleceu após uma batalha contra o câncer. A notícia de sua morte, mantida em sigilo, veio à tona durante negociações para a venda da empresa, um dos ativos mais lucrativos da economia dos criadores.
Com faturamento estimado em US$ 1,4 bilhão em 2024, o OnlyFans expandiu sua atuação para além do conteúdo adulto, englobando áreas como comédia e esportes. Essa diversificação aumentou seu apelo para investidores tradicionais.
A ausência de um controlador definido após a morte de Radvinsky intensificou o interesse de potenciais compradores. Nomes como figuras de Hollywood e fundos de investimento, incluindo a Architect Capital, são especulados como interessados em adquirir uma participação majoritária, segundo o The Wall Street Journal.
As negociações enfrentam obstáculos. O histórico da plataforma com conteúdo adulto ainda gera resistência no mercado financeiro, dificultando acordos e planos de abertura de capital.
Fontes próximas indicam que Radvinsky buscava vender a empresa antes de falecer, preocupado com o futuro de sua família. "Ele estava desesperado para concluir a venda", disse uma fonte ao Page Six.
Criado em 2016 e adquirido por Radvinsky em 2018, o OnlyFans se tornou uma plataforma influente, permitindo que criadores monetizem conteúdo diretamente com assinantes. A morte do empresário marca uma nova fase para a empresa, agora no centro de uma disputa estratégica entre tecnologia e entretenimento.
O desfecho das negociações definirá o futuro da plataforma e os rumos de um mercado em expansão que mistura redes sociais, produção independente e monetização direta de conteúdo.