A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de conceder prisão domiciliar a Jair Bolsonaro por 90 dias deve intensificar a influência de Michelle Bolsonaro na campanha eleitoral de 2026. Com o ex-presidente em casa, aliados indicam que Michelle concentrará o acesso diário e a tomada de decisões políticas. A senadora Damares Alves confirmou o papel de Michelle nas articulações, destacando seu apelo pessoal ao ministro.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente, intensifica sua pré-campanha fora de Brasília, com agenda nos Estados Unidos. Sua presença em casa deve ser limitada, abrindo espaço para Michelle gerenciar agendas, filtrar contatos e influenciar a definição de palanques, áreas antes sob comando de Flávio.
A movimentação de Michelle já vinha crescendo desde a crise do Banco Master. Sua proximidade com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, é vista como um contraponto à estratégia política liderada por Flávio, embora Tarcísio deva focar na reeleição em São Paulo.
Apesar do alívio com a prisão domiciliar, a estratégia do grupo no Congresso permanece inalterada. A revisão de penas e a instalação de uma CPI sobre o Banco Master ainda dependem de articulações políticas no Senado.
Fonte: O Globo