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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Desembargador assume governo do Rio com promessa de estabilidade

Desembargador Ricardo Couto de Castro assume interinamente o governo do Rio e busca apoio das cúpulas do STF e TSE para garantir estabilidade durante a transição até a eleição indireta.

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Desembargador assume governo do Rio com promessa de estabilidade

O desembargador Ricardo Couto de Castro assumiu interinamente o governo do Rio de Janeiro nesta terça-feira (24/03/2026), um dia após a renúncia do governador Cláudio Castro. Em reuniões em Brasília com os presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, Couto de Castro recebeu sinalizações de apoio para garantir a estabilidade no estado durante a transição até a eleição indireta.

A avaliação nas cortes superiores é de que o magistrado está preparado para conduzir o estado em um momento de incerteza política, com foco na manutenção da normalidade administrativa. A renúncia de Cláudio Castro visa a desincompatibilização para disputar as eleições em outubro.

As conversas ocorreram na manhã desta terça-feira. Couto de Castro se reuniu primeiro com a ministra Cármen Lúcia no TSE e, em seguida, com o ministro Edson Fachin no STF. Não houve declarações públicas após os encontros.

Interlocutores do Judiciário informaram que os encontros foram visitas institucionais e que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) mostrou-se firme e preparado para manter a estabilidade. A interlocução com o Judiciário ocorre em um momento em que o próprio governador em exercício precisará convocar a eleição indireta, conforme a legislação estadual, em até 48 horas após a vacância do cargo.

Couto de Castro assume o governo após o esvaziamento da linha sucessória. O vice-governador eleito, Thiago Pampolha, deixou o cargo para assumir no Tribunal de Contas do Estado (TCE). O presidente da Assembleia Legislativa, Rodrigo Bacellar, está afastado por decisão do ministro Alexandre de Moraes. O vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli, não integra a linha sucessória.

As reuniões em Brasília antecederam a retomada, no TSE, do julgamento que pode tornar Cláudio Castro inelegível por oito anos. A ação aponta abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, com uso da estrutura da Fundação Ceperj e da Uerj para contratação de cabos eleitorais e distribuição de recursos públicos. O julgamento será retomado com o voto do ministro Nunes Marques, que pediu vista. A expectativa nos bastidores é que, embora as irregularidades sejam graves, a inelegibilidade seja afastada e aplicada apenas multa, por suposta ausência de participação direta de Castro nos atos.

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