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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Déficit primário do governo federal em 2026 pode chegar a R$ 59,8 bilhões

Previsão de déficit primário para 2026 sobe para R$ 59,8 bilhões com inclusão de precatórios. Governo ainda projeta superávit ao excluir esses pagamentos da meta.

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Déficit primário do governo federal em 2026 pode chegar a R$ 59,8 bilhões

A previsão de déficit primário do governo federal para 2026 subiu de R$ 29,5 bilhões para R$ 59,8 bilhões. O aumento se deve ao reconhecimento de gastos com precatórios e outras despesas que não entram na meta fiscal. O dado consta no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, enviado ao Congresso Nacional nesta terça-feira (24).

Precatórios são requisições de pagamento de condenações judiciais contra a Fazenda Pública. Esses pagamentos, que estavam fora da meta fiscal até 2026, foram incluídos na conta, elevando a estimativa de déficit.

Apesar do aumento do déficit primário total, o governo ainda projeta um superávit primário de R$ 3,5 bilhões ao excluir os precatórios e outras despesas da meta fiscal. Esse superávit é a economia do governo para pagar os juros da dívida pública.

Em razão da projeção de superávit, o governo não realizou grandes bloqueios de verbas no orçamento. Apenas R$ 1,6 bilhão foram bloqueados pelos ministérios da Fazenda e do Planejamento para cumprir os limites de gastos do arcabouço fiscal, mas sem relação com a meta de resultado primário.

O relatório também prevê uma queda de R$ 13,7 bilhões nas receitas líquidas em 2026. Por outro lado, as despesas totais devem aumentar R$ 23,3 bilhões, impulsionadas por gastos obrigatórios e créditos extraordinários. A alta no preço do petróleo, devido à guerra no Oriente Médio, ajudou a compensar parte da queda nas receitas com royalties.

Fonte: Agência Brasil.

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