Ao menos 142 prefeituras do Rio Grande do Sul enfrentam dificuldades de abastecimento e alta abusiva nos preços do diesel. A escassez do combustível já leva cidades a priorizar serviços essenciais, como saúde, e a suspender obras. O levantamento é da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), divulgado nesta quinta-feira.
O transporte de pacientes e o funcionamento de maquinário para obras são as áreas mais afetadas. A presidente da Famurs, Adriane Perin de Oliveira, alertou para o risco de impacto no transporte escolar e no atendimento médico intermunicipal caso o cenário persista.
A Agência Nacional de Petróleo (ANP) informou que as entregas de diesel estão sendo normalizadas após medidas adotadas na última semana, incluindo um leilão da Petrobras. A região metropolitana de Porto Alegre já foi atendida, e a expectativa é que o interior do estado receba o produto ao longo desta semana.
A crise já levou municípios como Formigueiro e Tupanciretã a decretarem situação de emergência. As medidas visam garantir o abastecimento e a continuidade dos serviços públicos essenciais.
A alta nos preços e a possível formação de cartéis em postos de combustíveis são observadas desde o início do conflito no Oriente Médio. Órgãos de defesa do consumidor e a ANP têm fiscalizado postos em todo o país.