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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Castro renunciou ao governo do RJ em meio a articulações para adiar julgamento no TSE

Castro renunciou ao governo do RJ em meio a articulações para adiar julgamento no TSE e manobras para eleição suplementar.

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Castro renunciou ao governo do RJ em meio a articulações para adiar julgamento no TSE

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), avaliou cancelar sua renúncia ao cargo nesta segunda-feira (24) em uma tentativa de última hora para adiar o julgamento do caso Ceperj no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A decisão de renunciar, que pegou muitos de surpresa, ocorreu em meio a intensas articulações políticas nos bastidores, com Cláudio Castro buscando evitar a cassação de seu mandato e a inelegibilidade.

O julgamento no TSE, previsto para esta terça-feira (25), é o principal motivo que levou Castro a antecipar sua saída. O processo apura suposta contratação ilícita de cabos eleitorais em 2022, e já conta com dois votos pela condenação do agora ex-governador. Castro esperava adiar a conclusão do julgamento para depois das eleições deste ano, o que, na prática, poderia liberá-lo para concorrer a outros cargos.

Enquanto buscava ganhar tempo no TSE, Castro também realizou mudanças de última hora em seu governo. Ele planejou a exoneração de seu chefe de Casa Civil, Nicola Miccione, para que ele pudesse se candidatar à eleição suplementar para governador. A eleição, que escolherá o substituto de Castro até o fim de 2026, será realizada pelos 70 deputados estaduais e tem sido alvo de disputas e decisões judiciais.

A renúncia de Castro não impede a decretação de sua inelegibilidade, mas aliados acreditam que o movimento fortalece seus argumentos para contestar a decisão no TSE e manter sua pré-candidatura ao Senado.

A eleição suplementar, que ocorrerá em 30 dias, é o novo foco dos aliados de Castro. O desembargador Ricardo Couto assume interinamente o governo do Rio até a posse do novo governador. A disputa pela cadeira de governador-tampão tem sido marcada por decisões do STF, que alterou regras como o prazo de desincompatibilização de candidatos.

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