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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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Jornal Diário do Povo

JUSTIÇA E MEIO AMBIENTE

Justiça impede venda de área ambiental no DF para cobrir rombo do BRB

TJDFT proíbe governo do DF de vender área ambiental de 716 hectares na Serrinha do Paranoá para cobrir rombo de R$ 12,2 bilhões no BRB. Juiz aponta risco de subavaliação e condena pressa na negociação de patrimônio público.

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Justiça impede venda de área ambiental no DF para cobrir rombo do BRB

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) proibiu o governo local de vender uma área ambiental para cobrir um rombo bilionário no Banco de Brasília (BRB). A decisão, publicada no domingo (22), impede a negociação de uma extensa área de cerrado nativo conhecida como Serrinha do Paranoá, localizada entre as regiões administrativas do Varjão e do Paranoá.

O juiz Carlos Frederico de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, apontou risco de subavaliação da área, que abriga 119 nascentes que abastecem o Lago Paranoá. Ambientalistas e entidades civis criticam a proposta de venda. A área, avaliada em R$ 2,2 bilhões, seria usada para cobrir prejuízos decorrentes da compra de carteiras de crédito do Banco Master, investigada pela Polícia Federal. O juiz Carlos Frederico de Medeiros, da Vara de Meio Ambiente, apontou risco de subavaliação da área, que abriga 119 nascentes que abastecem o Lago Paranoá. Ambientalistas e entidades civis criticam a proposta de venda. A área, avaliada em R$ 2,2 bilhões, seria usada para cobrir prejuízos decorrentes da compra de carteiras de crédito do Banco Master, investigada pela Polícia Federal.

O magistrado determinou multa de R$ 500 milhões por cada ato de venda ou alteração na região, criticando a pressa em vender o patrimônio público. "Para salvar o banco oficial do desastre provocado pela mais pura má gestão, torra-se às pressas o patrimônio imobiliário do povo", afirmou o juiz.

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