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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Indústria defende energia nuclear como estratégica para soberania nacional

Especialistas e indústria defendem energia nuclear como chave para autonomia, soberania e transição energética do Brasil, apesar de preocupações ambientais e custos de obras paralisadas como Angra 3.

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Indústria defende energia nuclear como estratégica para soberania nacional

Especialistas defendem que o desenvolvimento da energia nuclear é crucial para o Brasil alcançar autonomia energética e soberania nacional. A opinião foi reforçada durante o Nuclear Summit, realizado em 23 de outubro, no Rio de Janeiro, pela Associação Brasileira para Desenvolvimento de Atividades Nucleares (Abdan).

O professor de relações internacionais Júlio César Rodriguez, da UFSM, destaca a escalabilidade da energia nuclear e a importância de dominar todo o ciclo produtivo, desde a extração de minérios até o enriquecimento, para elevar o desenvolvimento industrial, tecnológico e científico do país.

Celso Cunha, presidente da Abdan, ressalta que a energia nuclear é uma fonte limpa, eficiente e que ocupa pouco espaço. Ele argumenta que a conjuntura ambiental e geopolítica atual reforça a necessidade de independência energética para o crescimento do país. Cunha contrapõe a intermitência de fontes renováveis como solar e eólica, citando o fornecimento constante da energia nuclear e a capacidade de exportação de combustível, que agrega valor e gera receita.

Apesar das vantagens, ambientalistas alertam para a preocupação com os resíduos nucleares. No Brasil, a Comissão Nacional de Energia Nuclear trabalha na definição de um local seguro para o armazenamento de pastilhas de urânio.

A Empresa de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBpar) busca o domínio do ciclo completo do urânio, incluindo a etapa de conversão, atualmente realizada no exterior. A Indústrias Nucleares do Brasil (INB) já opera a mina de urânio em Caetité (BA) e o enriquecimento em Resende (RJ).

O Brasil possui duas usinas nucleares em operação, Angra 1 e Angra 2, com capacidade de 2 GW. A construção de Angra 3, paralisada, representa um custo anual de R$ 1 bilhão. Estudos indicam que o custo do abandono da obra pode superar o de sua conclusão, estimada em R$ 24 bilhões.

A energia nuclear também ganha espaço no compromisso brasileiro com a transição energética, conforme apontou Regina Fernandes, da EPE. O Brasil aderiu à Declaração para Triplicar a Energia Nuclear, iniciativa global para ampliar a capacidade instalada dessa fonte até 2050.

Fonte: Agência Brasil

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