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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Erika Hilton assume presidência da Comissão da Mulher e promete combater "sistema de opressão"

Erika Hilton assume a frente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher e promete lutar contra a opressão, desigualdade e ódio. Parlamentar também critica uso de cotas raciais e blackface por colega de parlamento.

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Erika Hilton assume presidência da Comissão da Mulher e promete combater "sistema de opressão"

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) assume a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados com a promessa de enfrentar o que ela define como um "sistema organizado de opressão, desigualdade, injustiça e ódio". A parlamentar destacou, em entrevista à Rádio Nacional nesta segunda-feira (23), que a comissão terá desafios significativos para proteger grupos historicamente marginalizados.

Hilton também anunciou que acionou a Justiça Eleitoral contra a deputada estadual Fabiana Bolsonaro (PL-SP) por suposta fraude no uso de cotas raciais e por prática de racismo ao usar blackface. Segundo Erika, a atitude de Bolsonaro ultrapassa os limites do debate político.

Entre as prioridades de sua gestão, Hilton citou o combate à misoginia e ao discurso de ódio, especialmente no ambiente digital, que afeta mulheres, pessoas trans, crianças e minorias. Ela ressaltou a importância da diversidade na democracia e defendeu uma ampliação do conceito de mulher, que vá além da biologia, reconhecendo os aspectos sociais, culturais e políticos.

A deputada rebateu críticas sobre sua capacidade de presidir a comissão, lembrando que homens ocuparam a presidência da Comissão de Defesa do Direito das Mulheres na Assembleia Legislativa de São Paulo e na Câmara Municipal sem questionamentos. Hilton também criticou parlamentares que, segundo ela, votaram contra a dignidade de mulheres e meninas, referindo-se a proposições legislativas como o PDL da Pedofilia e o PL do Estupro, e a propostas de igualdade salarial.

Por fim, Erika Hilton defendeu a criação de legislações para combater a violência no ambiente digital, que se estende para o mundo real, resultando em feminicídio e cultura de estupro. Ela alertou para a cooptação de jovens em plataformas digitais e a necessidade de mecanismos de segurança para proteger crianças, adolescentes e mulheres.

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