Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

TECNOLOGIA

Musk é investigado em Paris por suspeita de usar deepfakes para inflar valor do X

Procuradoria de Paris suspeita que Elon Musk usou deepfakes na plataforma X para inflar o valor da empresa. Autoridades francesas alertaram os EUA e investigam disseminação de conteúdo falso e ilegal.

Compartilhe
WhatsApp
Musk é investigado em Paris por suspeita de usar deepfakes para inflar valor do X

A Procuradoria de Paris suspeita que Elon Musk usou deepfakes com conteúdo sexual explícito na plataforma X para aumentar artificialmente o valor da empresa. A informação foi comunicada às autoridades americanas neste sábado (22).

Segundo a Procuradoria, a controvérsia envolvendo vídeos gerados por IA da Grok, inteligência artificial da X, pode ter sido provocada deliberadamente. A ação visaria valorizar a X e a X AI antes de um potencial IPO (Oferta Pública Inicial) em junho de 2026, resultante da fusão entre SpaceX e X AI.

A promotoria francesa contatou o Departamento de Justiça dos EUA e advogados da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) para compartilhar suas preocupações na última terça-feira.

Elon Musk reagiu a uma reportagem da AFP chamando os promotores franceses de "retardados mentais". O advogado da X na França não comentou o caso.

O Grok, que possui conta própria no X, permitia aos usuários gerar ou editar imagens. No início do ano, usuários solicitaram a criação de imagens de mulheres e meninas nuas sem consentimento, gerando indignação.

As autoridades francesas já investigam o X desde o ano passado por suposta interferência na política francesa através de seu algoritmo. A investigação atual abrange a disseminação de negação do Holocausto e vídeos falsos de natureza sexual pelo Grok.

Em fevereiro, Musk foi convocado para um "interrogatório voluntário" e os escritórios da X no país foram alvo de buscas, o que o bilionário classificou como "ataque político". O Reino Unido e a União Europeia também investigam o Grok pela criação de deepfakes sexualizados.

Leia também