A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta sexta-feira (20) manter a prisão do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A decisão foi unânime, com 4 votos a 0.
O colegiado finalizou o julgamento virtual do caso e referendou a decisão do ministro André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e de dois aliados no dia 4 deste mês.
Também continuam presos o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, acusado de ser operador financeiro, e o escrivão aposentado da Polícia Federal (PF) Marilson Roseno da Silva, que teria auxiliado no acesso a informações sigilosas de investigações.
O ministro Gilmar Mendes votou pela manutenção da prisão, acompanhando a maioria, mas apresentou ressalvas em seu voto.
O ministro Dias Toffoli se declarou suspeito e não participou do julgamento. Toffoli é sócio do resort Tayayá, no Paraná, que foi comprado por um fundo de investimentos ligado ao Master e investigado pela PF.
Após o STF formar maioria pela manutenção da prisão, Vorcaro trocou de advogado, sinalizando a intenção de buscar um acordo de delação premiada.
O banqueiro foi transferido da Penitenciária Federal em Brasília para a carceragem da superintendência da Polícia Federal, um passo nas negociações para a colaboração premiada com as autoridades.