O Produto Interno Bruto (PIB) da Argentina registrou um crescimento de 4,4% em 2025, conforme dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). O resultado, positivo para o governo do presidente Javier Milei, ainda não configura uma retomada econômica consistente.
No último trimestre de 2025, o PIB apresentou alta de 0,6% em relação ao trimestre anterior, já descontada a sazonalidade. Na comparação anual, o crescimento foi de 2,1%.
As exportações impulsionaram o avanço trimestral, com um aumento de 5%, enquanto o consumo privado cresceu 1,7%. Os gastos públicos caíram 1% e o investimento em capital recuou 2,8% no mesmo período.
Setores como indústria manufatureira (-5%), comércio (-2,2%) e hotelaria e restaurantes (-0,7%) continuaram em retração.
O desempenho anual encerrou uma sequência de dois anos de queda. O resultado alinhou-se às expectativas do mercado.
O governo de Javier Milei conseguiu desacelerar a inflação anual enquanto a economia saía da recessão. Contudo, a recuperação econômica mostra-se desigual, com prosperidade em setores como energia, mineração e serviços financeiros, em contraste com a retração em construção, indústria e varejo.
Apesar da melhora nas condições gerais de negócios, o setor privado registrou perda de empregos em 2025, mesmo com o aumento das exportações e a desaceleração da inflação anual. A inflação mensal parou de desacelerar em maio, e a arrecadação de impostos ficou abaixo da inflação por sete meses.
Com o foco em estimular o crescimento, Milei busca reduzir as taxas de juros e flexibilizar o crédito imobiliário. Economistas preveem um crescimento de 3,4% para a economia argentina em 2026.
Fonte: O Globo