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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Governo identifica focos de insatisfação de caminhoneiros em SP, SC, PR e GO

Governo federal aponta SP, SC, PR e GO como epicentros da insatisfação dos caminhoneiros. Medidas de mitigação de custos do diesel e fiscalização do frete mínimo são algumas das ações.

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Governo identifica focos de insatisfação de caminhoneiros em SP, SC, PR e GO

O governo federal identificou que os focos de maior insatisfação entre os caminhoneiros se concentram em São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Goiás. A Abin e a PRF monitoram mobilizações em redes sociais e grupos de mensagens para avaliar o descontentamento da categoria. Esses estados são cruciais para o transporte de cargas devido à presença de portos importantes, grandes mercados consumidores e alta produção rural.

Em resposta às movimentações, o governo anunciou medidas para atenuar o impacto da guerra no Oriente Médio sobre o preço do diesel. O Ministério dos Transportes também intensificou a fiscalização contra empresas que descumprem a tabela de frete mínimo, uma antiga demanda dos caminhoneiros.

Representantes do governo têm dialogado com lideranças da categoria, anunciando redução de tributos e subsídios para conter a alta do diesel. A fiscalização do cumprimento da tabela de frete mínimo, recentemente reajustada, foi reforçada por determinação do Palácio do Planalto. A intenção é demonstrar à categoria que o governo está agindo.

Uma nova frente de atuação envolve os governos estaduais. O Ministério da Fazenda propôs ao Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) uma redução do ICMS sobre o diesel importado, com a União arcando com metade do custo fiscal estimado em R$ 3 bilhões mensais. A proposta ainda está em avaliação, e um dos desafios é a definição de como a União garantirá sua contrapartida.

Caso a instabilidade externa no mercado de petróleo se agrave, o governo pode discutir com os estados uma desoneração mais ampla, incluindo o diesel nacional, que representa 70% do mercado. Essa medida teria um custo fiscal significativamente maior, pois o ICMS sobre o diesel nacional gera mais de R$ 80 bilhões anuais em receita.

Há um incômodo do governo com a falta de proatividade dos estados, especialmente após o programa Propag ter melhorado a situação de caixa dos entes. Contudo, os governos locais demonstram receio, lembrando de 2022, quando a redução forçada do ICMS sem contrapartidas teve impacto limitado no preço final do combustível.

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