O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), declarou nesta quinta-feira (20) sua determinação em disputar a Presidência da República. Ele afirmou que, se o partido lhe der liberdade para conduzir o projeto, ele tem potencial para vencer a eleição. Leite busca liderar um "projeto alternativo à polarização".
A declaração foi dada em entrevista ao SBT News, onde Leite enfatizou: "Se me deixarem ter a bola no pé, entro em campo e ganho esse jogo. Estou muito determinado a isso". Ele aguarda a definição do PSD, que conta com outros dois pré-candidatos: Ratinho Junior (Paraná) e Ronaldo Caiado (Goiás). Flávio Bolsonaro (PL-RJ) informou ter sido comunicado de que Ratinho Junior seria a escolha do partido.
Leite reconheceu que Ratinho Junior leva vantagem pela maior filiação ao PSD, mas defendeu a convergência dos pré-candidatos aos interesses partidários. O nome escolhido, segundo ele, será aquele que melhor dialogar com a população. O governador também apresentou suas bandeiras: combate às desigualdades, respeito à diversidade, firmeza contra o crime, gestão pública moderna, redução da máquina pública e apoio ao empreendedorismo.
Em relação à política gaúcha, Leite mencionou a possibilidade de concorrer ao Senado caso não dispute a Presidência, mas ressaltou seu desejo de focar na candidatura presidencial. Ele avalizou a escolha de seu vice-governador, Gabriel Souza, como sucessor natural no estado.
Pesquisa Genial/Quaest aponta que, em um segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Leite teria 26% das intenções de voto. No cenário interno do PSD, Caiado pontua 32% e Ratinho Junior 33%. No primeiro turno, incluindo Flávio Bolsonaro, Leite marca 3%, Caiado 4% e Ratinho Junior 7%.