O Brasil contratou 501 MW de capacidade em usinas termelétricas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel em uma nova etapa do Leilão de Reserva de Capacidade. A Petrobras foi a principal vencedora, com 332,5 MW. A negociação, realizada pela CCEE, ANEEL e MME, teve um deságio de 50,14%, com receita fixa de R$ 229,9 milhões para os seis vencedores. Por se tratar de usinas existentes, o investimento previsto é zero. Os contratos para óleo diesel e combustível terão duração de três anos, a partir de agosto de 2026 e 2027. Para biodiesel, são dez anos, a partir de agosto de 2030.
O leilão visa reforçar a segurança do sistema elétrico nacional, garantindo o fornecimento em momentos de pico e de queda na geração de fontes intermitentes como solar e eólica. As usinas recebem uma remuneração fixa para estarem prontas a operar, funcionando como um "seguro de capacidade". Essa modalidade não ocorria desde 2021.
A etapa anterior do leilão, realizada na quarta-feira, contratou quase 19 GW de potência, com R$ 64,5 bilhões em investimentos. Destaque para Eneva, Petrobras e Âmbar Energia. A Abrace Energia calculou um impacto médio de 10% nas tarifas e considerou a contratação excessiva.
O Instituto Nacional de Energia Limpa (Inel) contestou o edital por falta de priorização de fontes sustentáveis e transparência, mas o pedido foi rejeitado pela Aneel.