O Ministério Público do Trabalho (MPT) lançará uma campanha nacional para combater o assédio eleitoral em ambientes de trabalho. A iniciativa visa alertar empregadores e trabalhadores sobre a proibição de constranger funcionários em razão de suas preferências políticas, especialmente durante o período eleitoral.
O assédio eleitoral ocorre quando um empregador utiliza de sua posição para coagir ou intimidar empregados a votar em determinado candidato ou partido, ou a se abster de manifestar suas opiniões políticas. O procurador Igor Sousa Gonçalves, do MPT, compara a prática ao antigo "voto de cabresto", ressaltando que ela representa um risco à democracia e à liberdade de expressão.
Denúncias de assédio eleitoral podem ser feitas diretamente ao MPT por meio de seu portal online. Trabalhadores são orientados a reunir provas como mensagens, gravações ou o nome de envolvidos para agilizar as investigações.
Nas eleições de 2022, o MPT recebeu 3.465 denúncias, com destaque para os estados de Minas Gerais e São Paulo. A Justiça Eleitoral reforça que a propaganda e o assédio eleitoral são proibidos em ambientes de trabalho, tanto públicos quanto privados.
A campanha do MPT busca reforçar a importância do voto livre e secreto, garantindo que a escolha política dos trabalhadores não seja influenciada por pressões ou ameaças no local de trabalho.