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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA

Filho de Lula, Lulinha, é pressionado a retornar ao Brasil para depor

Aliados de Lula defendem que Lulinha retorne ao Brasil antes de ser intimado a depor pelo STF, enquanto oposição usa caso para desgastar o presidente.

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Filho de Lula, Lulinha, é pressionado a retornar ao Brasil para depor

Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, retorne ao Brasil antes de ser intimado a depor pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF). A pressão aumenta devido a suspeitas de envolvimento de Lulinha com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado em um esquema de descontos indevidos em aposentadorias. A situação gera desgaste para o governo e é vista pela oposição como uma arma política para a corrida eleitoral.

Embora o advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, tenha afirmado ao STF que o empresário está à disposição para depor caso seja chamado, integrantes do governo, em caráter reservado, sugerem que Lulinha deveria antecipar seu retorno para evitar que sua situação seja explorada politicamente.

Nos bastidores do Palácio do Planalto, auxiliares também defendem que Lulinha se pronuncie publicamente para se defender. O próprio presidente Lula, em conversas com o filho, teria orientado que ele preste todos os esclarecimentos necessários e esteja à disposição das instituições, ressaltando que, se inocente, deve se defender.

Lula não tem tratado diretamente sobre um eventual retorno de Lulinha ao Brasil, segundo pessoas próximas ao presidente. A defesa de Lulinha, contudo, reitera que ele não retornará ao país sem ser formalmente convocado. Fábio Luís reside em Madri, na Espanha, desde 2024, onde estabeleceu sua vida com a esposa e filhos.

“Fábio é um homem que não se esconde, mas não é um cara do embate. Não tem por que voltar sem motivo. Esse desejo se dá pela sensação de segurança que a defesa deu, estamos exaurindo cada uma das teses contra ele”, declarou Marco Aurélio de Carvalho.

O avanço das investigações preocupa o Palácio do Planalto, pois a oposição aposta nas suspeitas de ligações de Lulinha com fraudes no INSS para desgastar Lula. Aliados do presidente argumentam por “transparência total” e comparam a situação com as interferências de Jair Bolsonaro na Polícia Federal.

A defesa de Lulinha admitiu ao STF uma viagem a Portugal acompanhado de Antônio Carlos, financiada pelo lobista. Segundo a defesa, o deslocamento teve caráter pontual e visava conhecer uma fábrica de produtos com base em canabidiol, sem gerar vínculos comerciais. A defesa também alega que Lulinha ofereceu acesso às suas contas antes mesmo da quebra de sigilo e que sua movimentação financeira não possui relação com a fraude no INSS.

Paralelamente, governistas aliados ao Centrão buscam encerrar a CPI do INSS, avaliando que o caso agora atinge também lideranças do centro e da direita. Diante da falta de ambiente político para estender o prazo da CPI, que termina na próxima semana, o colegiado recorreu ao STF para tentar garantir sua continuidade.

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