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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Entidades questionam fontes poluentes no leilão de reserva de energia

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Entidades questionam fontes poluentes no leilão de reserva de energia

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  "title": "Leilão de energia sob críticas por priorizar fontes fósseis",
  "hat": "ECONOMIA E MEIO AMBIENTE",
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Organizações ambientais e de defesa do consumidor criticaram o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026), realizado nesta quarta-feira (18). O certame contratou energia de usinas que ficarão de prontidão para o Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Instituto Internacional Arayara apontou a prioridade para usinas de combustíveis fósseis. Dos 100 empreendimentos vencedores, apenas cinco são hidrelétricas (9,5 GW). As termelétricas a gás natural somam 90 unidades (18,7 GW), três a carvão mineral (1,4 GW) e duas a biogás (9,2 MW).

O Arayara classificou como \"inacreditável\" a contratação de usinas a carvão, o combustível fóssil mais emissor de gases de efeito estufa, especialmente um ano após a COP30 em Belém. A organização também questionou a flexibilidade das termelétricas a carvão, citando dados do ONS que indicam até oito horas para o acionamento dessas usinas ("partida a frio"), o que comprometeria sua função em picos de demanda.

\"O resultado desse leilão mostra a incoerência da Política Energética Nacional relativamente aos compromissos climáticos assumidos pelo país\", destacou o instituto, criticando a contratação de longo prazo de termelétricas a carvão em um momento que o Brasil deveria focar na eliminação de fósseis.

A Frente Nacional de Consumidores de Energia (FNCE) alertou que o leilão favorece fontes poluentes e mais caras. A organização estima um custo anual de R$ 39 bilhões com as termelétricas, o que representaria um aumento de 10% nas contas de luz. Além disso, a FNCE prevê impactos na inflação e no equilíbrio do setor elétrico.

O Instituto Nacional de Energia Limpa (INEL) também se opôs às termelétricas e teve um pedido de impugnação negado pela Aneel. O INEL projeta um prejuízo entre R$ 190 bilhões e R$ 510 bilhões aos consumidores em dez anos, argumentando que os custos de operação e manutenção fixados superam as referências do Plano Decenal de Expansão de Energia 2035.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu o leilão como solução para o problema de potência do sistema e acredita ser um dos últimos certames de energia não renovável. Ele afirmou que contratar termelétricas garante segurança energética e tarifas menores em comparação com contratações emergenciais.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) endossou a visão do ministro, afirmando que o leilão aumenta a segurança energética e a estabilidade do sistema, além de garantir a complementaridade necessária para a expansão das energias renováveis.

Um novo leilão (LRCAP) está previsto para esta sexta-feira (20), focado em termelétricas a óleo diesel, óleo combustível e biodiesel.

Fonte: Agência Brasil", "excerpt": "Organizações ambientais e de defesa do consumidor criticam o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026) por priorizar termelétricas a combustíveis fósseis, o que pode elevar custos e emissões.", "tags": "leilão de energia, reserva de capacidade, fontes fósseis, meio ambiente, consumidores, Arayara, FNCE, INEL, Alexandre Silveira, CCEE" } ```

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