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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Diesel dispara 20% na bomba em março com alta do petróleo

Preço do diesel S10 acumula alta de 19,71% nos primeiros 16 dias de março. Especialistas apontam instabilidade internacional, alta do petróleo e fatores macroeconômicos como principais causas.

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Diesel dispara 20% na bomba em março com alta do petróleo

O preço do diesel S10 registrou uma alta de 19,71% nos primeiros 16 dias de março, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O combustível, essencial para o transporte de cargas no país, já acumula aumentos expressivos em meio à instabilidade no mercado internacional e à falta de definição sobre a redução do ICMS proposta pelo Ministério da Fazenda.

A escalada nos preços se intensificou na segunda semana do mês. Entre 1º e 8 de março, o diesel S10 já havia subido 8,70%. A alta mais recente, influenciada pela valorização do petróleo devido à guerra no Oriente Médio, supera o reajuste anunciado pela Petrobras na semana anterior, indicando que a desoneração de tributos federais (PIS e Cofins) é insuficiente para conter a elevação.

O diesel aditivado também sofreu reajuste, com alta de 17,61%. Outros combustíveis também tiveram variações: gasolina comum (5,24%), gasolina aditivada (2,88%) e etanol (-0,66%).

Especialistas apontam que o custo do petróleo, a taxa de câmbio e o frete são fatores que pesam mais no preço final do diesel do que a carga tributária. A importação de diesel, que representa quase 30% do consumo nacional, já sofre com preços reajustados e sinais de restrição de oferta. Refinarias privadas também elevaram seus preços.

A defasagem entre o preço doméstico e o internacional do diesel aumentou, chegando a 57%, segundo a Abicom. Isso desestimula importadores, gerando preocupação com a oferta futura. Clientes que compram no mercado à vista, sem contratos de longo prazo, já enfrentam dificuldades de abastecimento e recebem volumes menores.

A proposta de zerar o ICMS sobre o diesel importado pode amenizar o problema, mas não resolveria a defasagem. A solução, segundo analistas, seria a Petrobras alinhar seus preços à paridade internacional. Mudanças na base de cálculo do ICMS em 2022 também reduziram o impacto de desonerações em momentos de alta do petróleo.

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