A atacante brasileira Gio Garbelini, do Atlético de Madrid, foi acusada de racismo durante a partida contra o Tenerife, pela semifinal da Copa da Rainha, na última terça-feira, em jogo realizado no Estádio de Tenerife, na Espanha. O incidente levou a arbitragem a acionar o protocolo antirracismo, com um registro formal na súmula da partida.
A denúncia foi feita pela goleira do Tenerife, Noelia Ramos, que alegou que Gio Garbelini teria chamado a zagueira Fatou Dembele de "negra" durante uma confusão aos 43 minutos do segundo tempo. O confronto ficou paralisado por cinco minutos para a aplicação do protocolo.
Segundo o relatório da arbitragem, o caso ocorreu após a expulsão de Fatou Dembele, que empurrou Fiamma, meia do Atlético, após a marcação de uma falta. Uma confusão generalizada se formou no meio do campo, com a jogadora brasileira Gio no centro da disputa.
A fala atribuída a Gio foi registrada na súmula pela árbitra Olatz Rivera Olmedo, que, no entanto, ressaltou que nenhum membro da equipe de arbitragem ouviu a ofensa racista. Após o jogo, no túnel de acesso aos vestiários, uma nova briga entre as equipes teria acontecido, com a jogadora do Tenerife informando a suposta ofensa à jogadora do Atlético de Madrid.
Apesar da acusação, o Atlético de Madrid se classificou para a final da Copa da Rainha com uma vitória agregada de 2 a 0 sobre o Tenerife. Gio Garbelini marcou o gol da vitória no jogo de ida.
Em nota oficial, Gio Garbelini negou veementemente a acusação. "Nego, de forma rotunda e categórica, ter proferido a palavra 'negra' ou qualquer outro comentário racista ou ofensivo. O que foi registrado simplesmente não aconteceu", declarou a jogadora. Ela afirmou que o racismo é algo que rejeita profundamente e que confia que a verdade prevalecerá.