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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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ECONOMIA

Copom Inicia Reunião Sob Tensão Geopolítica e Expectativa de Corte nos Juros

Comitê de Política Monetária se reúne nesta quarta-feira em meio à instabilidade gerada pelo conflito no Oriente Médio. Mercado aposta em corte de 0,25 ponto na taxa Selic, mas cenário geopolítico levanta incertezas.

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Copom Inicia Reunião Sob Tensão Geopolítica e Expectativa de Corte nos Juros

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central inicia nesta quarta-feira (18) sua segunda reunião do ano, em meio a um cenário de incertezas provocado pela guerra no Oriente Médio e seus reflexos no preço do petróleo. Apesar da pressão sobre os combustíveis, o mercado financeiro aposta na primeira redução da taxa básica de juros, a Selic, em dois anos.

A Selic encontra-se atualmente em 15% ao ano, o patamar mais elevado desde julho de 2006. Após sete aumentos consecutivos entre setembro de 2024 e junho de 2025, a taxa permaneceu estável nas últimas quatro reuniões.

Analistas consultados pelo Boletim Focus preveem um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, levando-a para 14,75% ao ano. Essa expectativa foi ajustada para baixo, uma vez que antes do conflito no Oriente Médio, o mercado estimava uma redução mais acentuada, de 0,5 ponto percentual.

A decisão sobre a taxa de juros será divulgada no início da noite. A reunião do Copom ocorre com o desfalque de dois diretores cujos mandatos expiraram no fim de 2025. As indicações dos substitutos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda serão encaminhadas ao Congresso Nacional.

A ata da reunião de janeiro já indicava a intenção do Copom de iniciar o ciclo de cortes em março. No entanto, o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã gerou dúvidas sobre a magnitude da redução, levando algumas instituições a cogitar o adiamento da medida.

A inflação, embora tenha apresentado uma prévia de 0,7% em fevereiro, impulsionada por gastos com educação, recuou para 3,81% em 12 meses, ficando abaixo do teto da meta contínua de 4,5% estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. Contudo, a estimativa de inflação para 2026 subiu para 4,1% devido ao conflito no Oriente Médio.

A taxa Selic é o principal instrumento do Banco Central para o controle inflacionário, influenciando o custo do crédito e o incentivo ao consumo e à poupança. Uma redução na Selic tende a baratear o crédito, estimular a produção e o consumo, mas pode afrouxar o controle inflacionário.

O Copom reúne-se a cada 45 dias para analisar a conjuntura econômica brasileira e mundial, definindo a meta para a taxa Selic. O novo sistema de meta contínua, em vigor desde janeiro de 2025, estabelece uma meta de inflação de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

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