A segunda edição do Concurso Nacional Unificado (CNU) apresentou um crescimento significativo na participação feminina entre os aprovados, atingindo 48,4% dos selecionados, um aumento em relação aos 37% da primeira edição. As mulheres também mantiveram a maioria entre os inscritos, com 60% do total.
Apesar do avanço geral, a distribuição por áreas de atuação revela disparidades. Elas predominam em carreiras de seguridade social e saúde (72,7% dos aprovados) e em cultura e educação (56,1%). Contudo, em áreas como engenharia e arquitetura, a presença feminina representa 25,8%, e em ciência e tecnologia, 28,4%. O índice é ainda menor em desenvolvimento socioeconômico, com 18,9%.
Os dados foram apresentados pela ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, após a divulgação do resultado final do concurso, conhecido como o “Enem dos concursos”.
O CNU também registrou um aumento na diversidade geral. A participação de pessoas negras subiu de 24,5% para 29,7%, e de pessoas com deficiência, de 6,8% para 7,6%. Pela primeira vez, candidatos quilombolas aparecem com 1,2% dos aprovados, enquanto indígenas representam 2%.
O número de aprovados por meio de políticas de cotas cresceu de 33,6% para 40,5%.
O concurso registrou uma queda no número de inscritos, de 2,1 milhões para 761,5 mil. A taxa de abstenção também diminuiu, de 54% para 42% na primeira fase e 21% na segunda.
O número de órgãos participantes aumentou de 21 para 32, apesar da redução no total de vagas, que caíram de 6.640 para 3.652.
Regionalmente, o Sudeste concentra a maior parte dos aprovados (34,5%), seguido pelo Nordeste (29,3%) e Centro-Oeste (25,3%). O Nordeste, em particular, ampliou sua participação de 26% para 29,3%.
Candidatos de todos os 27 estados e de 578 cidades foram aprovados. As provas ocorreram em 228 municípios, com aprovados em 196 deles.
Fonte: O Globo