O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estuda a criação de uma nova linha de crédito, inspirada no plano Brasil Soberano, para amparar setores estratégicos da economia brasileira que foram impactados por guerras e tarifas internacionais. A iniciativa visa fortalecer empresas em áreas como fertilizantes e outras com déficit comercial.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, explicou que a nova versão do programa, chamada Brasil Soberano 2, tem como objetivo atender setores que sofrem com tarifas de importação elevadas, superiores às dos concorrentes. Empresas dos setores siderúrgico, de alumínio, cobre e autopeças já foram afetadas por tarifas de 50% e 25% impostas pelos Estados Unidos.
Mercadante destacou a importância de reduzir a dependência de importações, especialmente de fertilizantes, diante da instabilidade global causada por conflitos como os da Ucrânia e do Irã, grandes produtores da commodity. A meta é aumentar a capacidade de produção nacional e garantir a resiliência da agricultura brasileira.
Parte dos recursos do plano original, cerca de R$ 6 bilhões, está disponível no caixa do BNDES e pode ser realocada para o novo programa, sem impacto no orçamento. A proposta depende de aprovação do Congresso Nacional e de definição do presidente Lula, com discussões já em andamento com o vice-presidente Geraldo Alckmin e a equipe da Fazenda.