A Europa enfrenta um desafio crescente com a pirataria de transmissões de futebol, facilitada pelo avanço tecnológico. A La Liga, entidade que organiza as divisões de elite do futebol espanhol, alerta que a prática ilegal, além de crime, expõe os consumidores a riscos de segurança, como roubo de dados e fraudes. A campanha "You Get Pirated Football, They Get You" busca conscientizar o público sobre essas ameaças.
A fraude audiovisual representa uma parcela significativa do consumo em alguns países. Na Espanha, 33% da população consome conteúdo pirata, percentual que sobe para 42% entre jovens de 15 a 24 anos. Na América Latina, o problema é ainda mais acentuado, com 77% dos mexicanos e 67% dos brasileiros admitindo o uso de transmissões ilegais.
A La Liga tem implementado medidas como o bloqueio dinâmico de IP em tempo real para combater a pirataria, conseguindo uma redução de 60% da fraude audiovisual na Espanha em um ano. Rebeca Díaz, diretora de audiovisual da entidade, destaca que a pirataria é dominada por redes de crime organizado e exige ações de fiscalização contínuas.
O impacto financeiro é alarmante. O cibercrime global custou US$ 8 trilhões em 2023, com projeções de aumento. A La Liga prevê danos irreversíveis ao ecossistema do futebol se a pirataria não for combatida com seriedade, ameaçando desde categorias de base até a sustentabilidade financeira dos clubes, cujas receitas dependem majoritariamente dos direitos de transmissão.