Pesquisa Genial/Quaest revela que 53% dos brasileiros sentem que a renda não acompanha a alta dos preços, apesar de indicadores econômicos positivos do governo Lula. A percepção de perda de poder de compra é generalizada e afeta todas as classes sociais, indicando um desafio significativo para a campanha de reeleição do presidente. Enquanto dados oficiais apontam para a menor inflação em anos, desemprego em mínimas e redução da pobreza, a população prioriza a sensação imediata de aperto financeiro.
A pesquisa também aponta uma divisão na percepção entre apoiadores de Lula e Bolsonaro. Enquanto 74% dos bolsonaristas sentem a inflação superar a renda, apenas 31% dos lulistas admitem o mesmo. O eleitorado independente, crucial para as eleições, demonstra maior preocupação com o custo de vida, com 53% percebendo o aumento dos preços acima da renda.
No cenário político, a ascensão de Flávio Bolsonaro nas pesquisas gera otimismo no mercado financeiro, baseado na crença de responsabilidade fiscal que, segundo a análise, é equivocada. O texto argumenta que as prioridades de um eventual governo Bolsonaro seriam a libertação do pai, o enfrentamento ao STF e a depuração de petistas, e não um ajuste fiscal profundo. A comparação é feita com Javier Milei, destacando que Flávio Bolsonaro não seguiria um caminho de cortes drásticos de gastos.
A decisão do presidente Lula de revogar o visto de Darren Beattie, assessor de Trump, é vista como uma estratégia para mudar o foco político para a soberania, explorando uma possível reação de Trump e da família Bolsonaro. A pesquisa sugere que o apoio de Trump a Flávio Bolsonaro pode ter o efeito oposto em parte do eleitorado.
O texto ainda introduz Dario Durigan como o novo Ministro da Fazenda, um sucessor discreto de Fernando Haddad, com a promessa de continuidade da política econômica atual, incluindo um contingenciamento de gastos para reduzir a fila do INSS e a taxação de títulos isentos. A análise conclui com um panorama de Davi Alcolumbre, presidente do Senado, enfrentando ataques e enfraquecido politicamente, e um resumo de eventos importantes da semana, como a guerra no Irã, a promulgação do acordo Mercosul-UE e a possível alta do preço do diesel.