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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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POLÍTICA ESTADUAL

TCE-RJ suspende licitação e investiga aportes bilionários, aumentando pressão sobre Castro

Investigações do TCE-RJ sobre aportes bilionários em banco e suspensão de licitação de câmeras de segurança aumentam a pressão sobre o governador Cláudio Castro, que já enfrenta risco de cassação.

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TCE-RJ suspende licitação e investiga aportes bilionários, aumentando pressão sobre Castro

O Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ) tornou-se uma nova fonte de pressão para o governador Cláudio Castro (PL), que já enfrenta um julgamento de risco de cassação na Justiça Eleitoral. O TCE investiga repasses de R$ 200 milhões da Cedae e R$ 970 milhões do Rioprevidência para o Banco Master, além de ter paralisado um programa de R$ 2 bilhões destinado à compra de câmeras de segurança.

A investigação sobre os aportes no Banco Master visa apurar possíveis irregularidades em aplicações financeiras. No caso da Cedae, o conselheiro Rodrigo Nascimento questionou a alta concentração de recursos no banco, colocando em dúvida a atuação do diretor financeiro da estatal, Antonio Carlos dos Santos, indicado por Castro.

Em relação ao Rioprevidência, o conselheiro José Gomes Graciosa, que foi posteriormente sentenciado por lavagem de dinheiro, já havia apontado omissões e irregularidades na gestão de aplicações financeiras que somavam R$ 970 milhões. O então presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, negou irregularidades e só deixou o cargo após uma operação da Polícia Federal.

O TCE também suspendeu uma licitação de R$ 2 bilhões para a aquisição de 200 mil câmeras de monitoramento. A área técnica do tribunal apontou privilégios para empresas estrangeiras no edital, que favoreceria a chinesa Hikvision, favorita para vencer a concorrência e que já fornece câmeras corporais para a Polícia Militar.

A situação se complica para Castro às vésperas da abertura de duas vagas no TCE-RJ, cobiçadas pela classe política. As vagas são dos conselheiros Domingos Brazão, apontado pelo STF como mandante do assassinato de Marielle Franco, e José Gomes Graciosa, sentenciado por lavagem de dinheiro.

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