O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) divulgou nota nesta sexta-feira (13) em defesa da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) após ataques de parlamentares de direita. As críticas surgiram após a eleição de Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. O partido classificou a transfobia como crime e afirmou que não hesitará em recorrer à Justiça contra violência política de gênero.
A presidente nacional do PSOL, Paula Coradi, classificou a eleição de Hilton como legítima e as críticas da oposição como tentativa de deslegitimação. "A liderança de Erika Hilton é histórica e irreversível", declarou a nota.
O PSOL também manifestou apoio ao processo movido por Hilton contra o apresentador Ratinho, do SBT, por declarações transfóbicas feitas em seu programa. Durante a atração, Ratinho questionou a eleição da deputada e afirmou que ela "não é mulher", o que levou Hilton a acusá-lo de transfobia e a acionar o Ministério Público de São Paulo.
Deputadas de direita, como Julia Zanatta (PL-SC), Bia Kicis (PL-DF), Clarissa Tércio (PP-PE), Chris Tonietto (PL-RJ), Rosangela Moro (União-SP), Grayce Elias (Avante-MG) e Franciane Bayer (Republicanos-RS), criticaram a eleição de Hilton. Clarissa Tércio considerou a escolha uma "incoerência sem precedentes" e alegou que mulheres biológicas estariam perdendo espaço. Chris Tonietto negou ter votado na chapa de Hilton, classificando informações sobre seu voto como fake news. Rosangela Moro criticou Hilton por chamar opositores de "esgoto da sociedade", alegando falta de respeito.
Erika Hilton foi eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher em chapa única na quarta-feira (11), após acordo partidário que destinou o comando do colegiado ao PSOL. A votação registrou 11 votos a favor e 10 em branco no segundo turno. Hilton afirmou que pretende usar a presidência da comissão para combater a violência contra mulheres e ampliar o debate sobre os direitos de mulheres cis e trans no país.