A Previ, fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil e o maior do país, anunciou um superávit de R$ 15,7 bilhões em 2025. O resultado reverte o déficit de R$ 17,6 bilhões registrado em 2024. A melhora expressiva foi impulsionada pela valorização dos ativos da fundação no mercado financeiro, em especial as ações, que tiveram alta de 34% no Ibovespa no ano passado. O resultado acumulado também apresentou superávit de R$ 12,5 bilhões, revertendo um déficit anterior de R$ 3,2 bilhões.
O superávit, que se refere ao equilíbrio técnico, considera estimativas de gastos futuros com aposentadorias e pensões. Os números são referentes ao Plano 1, o principal da entidade, encerrado para novas adesões no final dos anos 1990. A diretoria atribui o bom desempenho à rentabilidade média de 16,8% no Plano 1, com destaque para a carteira de ações, que saltou 39,6%.
O ativo total da Previ, incluindo outros planos como o Previ Futuro, alcançou R$ 300 bilhões em 2025. O presidente da Previ, Márcio Chiumento, destacou a resiliência da carteira e mencionou vendas estratégicas de R$ 21 bilhões em ações de 12 empresas, incluindo participações na BRF e Neoenergia.
A fundação manteve participações relevantes em empresas como Vale, Vibra, Bradesco, BB e Petrobras, das quais recebeu R$ 4,4 bilhões em dividendos. O superávit de 2025 alivia a pressão política que marcou a gestão anterior e afasta preocupações de participantes e pensionistas. A Previ é geralmente citada como exemplo de boa governança entre fundações de previdência de estatais.