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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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INVESTIGAÇÃO FINANCEIRA

PF ainda analisará 8 celulares de Daniel Vorcaro após revelação de mensagens

Polícia Federal ainda analisará oito celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, em continuidade às investigações da Operação Compliance Zero. Ministro André Mendonça defende manutenção da prisão.

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PF ainda analisará 8 celulares de Daniel Vorcaro após revelação de mensagens

A Polícia Federal ainda irá periciar oito celulares apreendidos com o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. A informação surge após a revelação de mensagens contidas em um dos aparelhos do investigado.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, afirmou em voto publicado nesta sexta-feira (13/03/2026) que, além do primeiro celular já analisado, outros oito foram apreendidos em fases posteriores da Operação Compliance Zero. Mendonça defendeu a manutenção da prisão de Vorcaro.

"Portanto, além da conclusão das análises relativas ao primeiro celular apreendido, ainda há 8 celulares por examinar", declarou Mendonça na decisão. O conteúdo do primeiro aparelho já foi enviado à CPI do INSS e está sob custódia.

Vorcaro é suspeito de chefiar uma organização criminosa com um "braço armado" para intimidar rivais. A Segunda Turma do STF julga a manutenção de sua prisão. Mendonça e Luiz Fux votaram pela permanência de Vorcaro na cadeia, citando ameaças concretas e o risco de que a organização criminosa continue operando.

"A organização ainda se apresenta como uma perigosa ameaça em estado latente, pois conta com integrantes que ainda estão à solta", alertou Mendonça, rebatendo os argumentos da defesa. Segundo ele, não há indícios de que as atividades ilícitas tenham cessado.

O julgamento, em plenário virtual, conta com os votos de Gilmar Mendes e Kassio Nunes Marques. Dias Toffoli se declarou suspeito para julgar o caso.

As investigações apontam que a organização, apelidada de "A Turma", utilizava vigilância e coerção privada para obter informações sigilosas e intimidar críticos. Mensagens interceptadas pela PF indicam que Vorcaro dava ordens para agredir desafetos. A PF estima que a organização recebia cerca de R$ 1 milhão por mês.

A defesa de Vorcaro nega obstrução às investigações e afirma que o banqueiro colaborou com as apurações. A possibilidade de delação premiada é negada pela defesa.

Fonte: O Globo

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