O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta sexta-feira (13) a proibição da entrada de Darren Beattie, assessor do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, no Brasil. A medida é uma retaliação direta ao cancelamento dos vistos diplomáticos do Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e de sua família.
Beattie tinha planos de visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro no país, com uma agenda que incluía uma reunião solicitada ao Supremo Tribunal Federal (STF). No entanto, o Ministro Alexandre de Moraes reconsiderou a autorização para o encontro, após o Ministério das Relações Exteriores, sob o comando do Chanceler Mauro Vieira, informar que o visto concedido a Beattie era apenas para sua participação em um fórum sobre minerais críticos em São Paulo, e não para visitas políticas.
Lula criticou veementemente a ação do governo Trump, comparando a qualidade dos serviços públicos de saúde brasileiros com os dos EUA e chamando Bolsonaro de "mentiroso". Ele declarou que a proibição de entrada de Beattie vigorará enquanto os vistos de Padilha, sua esposa e sua filha de 10 anos não forem liberados.
Padilha havia desistido de comparecer à Assembleia Geral da ONU em setembro do ano passado, após ter seu visto para os EUA concedido com restrições de circulação em Nova York. O visto do ministro estava vencido desde 2024, e a renovação solicitada em agosto do mesmo ano ainda não havia sido totalmente resolvida.
O caso ganhou contornos diplomáticos e políticos, com o STF, por meio de Alexandre de Moraes, indeferindo a visita de Beattie a Bolsonaro, sob o argumento de que tal encontro não estava previsto no contexto diplomático que autorizou o visto e poderia ser interpretado como ingerência indevida em ano eleitoral.