O dólar fechou a R$ 5,32 nesta sexta-feira (13), o maior valor desde janeiro, reflexo da crescente aversão ao risco global. A escalada do conflito no Oriente Médio, com o agravamento das tensões entre Irã e Israel, impulsionou a busca por ativos seguros. A bolsa brasileira (Ibovespa) também sentiu o impacto, caindo quase 1% e atingindo o menor patamar em quase dois meses.
A moeda americana subiu 1,41% no dia, atingindo R$ 5,316 no fechamento e R$ 5,325 na máxima. O valor de fechamento é o mais alto registrado desde 21 de janeiro. A desvalorização do real foi a pior entre as principais moedas emergentes.
O Banco Central interveio no mercado pela manhã, vendendo US$ 1 bilhão à vista e ofertando 20 mil contratos de swap cambial reverso, em resposta à menor liquidez e pressão no cupom cambial.
No cenário internacional, o Dollar Index (DXY) superou os 100 pontos pela primeira vez desde novembro de 2025, impulsionado pela busca por proteção e por expectativas de que o Federal Reserve não cortará juros tão cedo, diante da alta do petróleo e incertezas sobre a inflação.
O preço do petróleo Brent para maio avançou 2,67%, fechando a US$ 103,14 o barril, acumulando alta semanal de cerca de 11%. A commodity já sobe mais de 40% em março e aproximadamente 70% no ano.