O Brasil alcançou sua melhor posição histórica no índice da OCDE que mede a eficácia das políticas de dados abertos governamentais. Divulgado nesta quarta-feira (11) pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, o resultado do OURData Index colocou o país em 8º lugar entre 41 nações analisadas.
Com 0,70 ponto em uma escala de 0 a 1, o Brasil superou a média da OCDE em 32% e obteve a maior nota da América Latina. O país se destacou em disponibilidade e acessibilidade de dados, superando nações como Reino Unido e Canadá.
O índice avalia a disponibilidade, acessibilidade e reutilização de informações públicas. O Brasil obteve 0,78 em disponibilidade e 0,74 em acessibilidade, enquanto no pilar de suporte ao reuso, atingiu 0,57, acima da média de 0,40 da OCDE.
O governo brasileiro destacou que os avanços refletem a publicação proativa de dados em formatos abertos e reutilizáveis, além do fortalecimento do acesso e uso por cidadãos, pesquisadores e empresas.
O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, afirmou que o resultado consolida a política nacional de dados abertos e o compromisso com a transparência. Ele ressaltou que o acesso a informações públicas fortalece o controle social, estimula a inovação e melhora as políticas públicas.
A Política Nacional de Dados Abertos, que completa 10 anos em maio, utiliza o Portal Brasileiro de Dados Abertos, plataforma que reúne mais de 15 mil conjuntos de dados de órgãos federais e parceiros. Entre 2022 e 2025, o número de conjuntos de dados publicados cresceu 50%, e o portal ultrapassou 100 mil usuários.
Iniciativas como a Semana Dados BR e o Catálogo Nacional de Dados, lançados em 2023 e 2024, respectivamente, impulsionaram a cultura de dados abertos no governo.
Desde o início de 2026, o Brasil copreside a Parceria para Governo Aberto (OGP), iniciativa internacional que promove transparência e participação na gestão pública.