O Brasil alcançou sua melhor posição histórica no ranking da OCDE sobre políticas de dados abertos, chegando à 8ª colocação mundial. O país obteve 0,70 ponto em uma escala de 0 a 1, superando a média de 41 nações analisadas pela organização. O resultado, divulgado pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência, consolida o Brasil como referência regional e internacional na agenda de transparência e acesso à informação.
A avaliação do OURData Index considerou três pilares: disponibilidade, acessibilidade e suporte ao reuso de dados públicos. O Brasil se destacou nos dois primeiros, com pontuações de 0,78 e 0,74, respectivamente. No pilar de reuso, a nota foi de 0,57, também acima da média da OCDE (0,40).
O ministro da CGU, Vinicius Marques de Carvalho, ressaltou que o desempenho reflete os avanços na publicação proativa de dados governamentais em formatos abertos e reutilizáveis. "Esse resultado comprova o avanço do Brasil na agenda de transparência e Governo Aberto. Ao ampliar o acesso às informações públicas, fortalecemos o controle social, estimulamos a inovação e contribuímos para o aprimoramento das políticas públicas", afirmou.
A Política Nacional de Dados Abertos, que completa 10 anos em maio, tem como ferramenta principal o Portal Brasileiro de Dados Abertos. A plataforma reúne mais de 15 mil conjuntos de dados de órgãos federais e parceiros, com crescimento de 50% entre 2022 e 2025. O portal conta com mais de 100 mil usuários.
Iniciativas como a Semana Dados BR e o Catálogo Nacional de Dados, além da copresidência brasileira na Parceria para Governo Aberto (OGP), também impulsionam a cultura de dados abertos no país.