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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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BNDES afirma que não será impactado pela recuperação extrajudicial da Raízen

O BNDES tranquilizou o mercado ao afirmar que a recuperação extrajudicial da Raízen não trará impactos diretos ao banco, cujos financiamentos à companhia possuem garantias reais.

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BNDES afirma que não será impactado pela recuperação extrajudicial da Raízen

O BNDES informou nesta quinta-feira (12) que a recuperação extrajudicial da Raízen, gigante do agronegócio, não afetará diretamente o banco. Em 2025, o BNDES aprovou R$ 1 bilhão em financiamento para a Raízen produzir etanol de segunda geração.

Segundo o banco, os financiamentos possuem garantia real nas próprias usinas da companhia, o que assegura o pagamento normal das parcelas. A Raízen comunicou na quarta-feira (11) ter chegado a um acordo para renegociar R$ 65,1 bilhões em dívidas com seus principais credores.

O BNDES declarou estar comprometido em buscar a melhor solução para a crise financeira da empresa e destacou a solidez de sua governança, que resulta em uma das menores taxas de inadimplência do mercado financeiro, de 0,008%.

A recuperação extrajudicial é um processo no qual empresas em dificuldade negociam dívidas diretamente com credores para evitar a falência, necessitando de homologação judicial. O pedido da Raízen foi apresentado à Justiça de São Paulo e abrange apenas as dívidas renegociadas, mantendo as obrigações com clientes, fornecedores e outros parceiros vigentes e sendo cumpridas normalmente.

A Raízen, criada em 2011 pela joint venture entre Cosan e Shell, atua em diversas áreas do agronegócio, incluindo produção de açúcar, etanol, bioenergia, cogeração de energia, logística e distribuição de combustíveis. A empresa possui 45 mil funcionários e controla 35 usinas.

O etanol de segunda geração, financiado pelo BNDES, é um biocombustível sustentável produzido a partir de resíduos vegetais da cana-de-açúcar, como bagaço e palha, diferentemente do etanol comum que utiliza o caldo da cana.

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