Ir para o conteúdo

segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Jornalismo local, independente e responsável

Jornal Diário do Povo

POLÍTICA | TECNOLOGIA

YouTube lança ferramenta contra deepfakes para políticos

Nova ferramenta do YouTube permitirá que políticos brasileiros identifiquem vídeos falsos criados por IA. Medida visa combater desinformação em ano eleitoral.

Compartilhe
WhatsApp
YouTube lança ferramenta contra deepfakes para políticos

O YouTube anunciou nesta terça-feira (10) a chegada de uma nova ferramenta para detectar vídeos falsos criados por inteligência artificial (IA), focada em políticos brasileiros. Batizado de “likeness detection”, o recurso permitirá que autoridades e candidatos verifiquem se suas imagens foram utilizadas em deepfakes. A plataforma do Google já disponibilizava a funcionalidade para criadores e influenciadores desde o ano passado, e agora a expande para figuras públicas como parte de um esforço para combater a desinformação.

A medida acompanha as novas regras estabelecidas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a campanha de 2026, que proíbem o uso de deepfakes para prejudicar ou favorecer candidaturas e a veiculação de material sintético nos 72 horas que antecedem as eleições. As plataformas digitais podem ser responsabilizadas caso não removam conteúdos gerados por IA que violem essas normas.

O funcionamento da ferramenta é pessoal: os políticos e autoridades elegíveis serão contatados pelo YouTube para verificação de identidade. Após o processo, eles poderão checar se suas imagens foram recriadas na plataforma, mas a busca é restrita à própria imagem e não abrange áudio. O YouTube afirma que essas informações não serão usadas para treinar modelos de IA.

A detecção de deepfakes é um desafio tecnológico constante. A eficácia de ferramentas como o “likeness detection”, que se assemelha ao sistema “ContentID” usado para direitos autorais, depende da atualização contínua de bancos de dados. O YouTube ressalta que a identificação de um deepfake não garante a remoção automática, pois cada caso será analisado individualmente, considerando o contexto, o realismo e se o material é paródia, sátira ou conteúdo com potencial de difamação ou propaganda eleitoral irregular.

Leia também