O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para julgar o pedido de instalação da CPI do Banco Master. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (11).
Toffoli solicitou que o caso seja reanalisado por outro integrante da Corte. Ele havia sido designado relator da ação por meio do sistema eletrônico do STF.
A investigação sobre o Banco Master ganhou novos contornos no mês passado, quando a Polícia Federal informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que o nome de Toffoli apareceu em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Vorcaro é um dos investigados na Operação Compliance Zero.
Toffoli é sócio do resort Tayayá, no Paraná, que foi adquirido por um fundo de investimento ligado ao Banco Master e também é alvo de investigação da PF.
Apesar de ter deixado a relatoria de um inquérito anterior sobre o caso, Toffoli não havia se impedido de participar de novos processos. Contudo, em sua decisão desta quarta-feira, ele alegou "motivo de foro íntimo" para se afastar da relatoria do processo que trata da abertura da CPI.
O pedido para a criação da CPI foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele argumenta que o requerimento cumpriu todos os requisitos legais e que há omissão por parte do presidente da Câmara, Arthur Lira, em não instalar a comissão.
Segundo Rollemberg, o requerimento reuniu 201 assinaturas, ultrapassando o mínimo de um terço dos deputados, e possui objeto e prazo definidos, conforme estabelece a Constituição Federal.