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quinta-feira, 15 de outubro de 2026

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JUSTIÇA

Toffoli se declara suspeito em caso CPI do Banco Master

Ministro Dias Toffoli se afasta da relatoria de ação que pede a instalação de CPI para investigar o Banco Master, alegando foro íntimo. Caso será redistribuído no STF.

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Toffoli se declara suspeito em caso CPI do Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), se declarou suspeito para julgar o pedido de instalação da CPI do Banco Master. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira (11).

Toffoli solicitou que o caso seja reanalisado por outro integrante da Corte. Ele havia sido designado relator da ação por meio do sistema eletrônico do STF.

A investigação sobre o Banco Master ganhou novos contornos no mês passado, quando a Polícia Federal informou ao presidente do STF, Edson Fachin, que o nome de Toffoli apareceu em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro. Vorcaro é um dos investigados na Operação Compliance Zero.

Toffoli é sócio do resort Tayayá, no Paraná, que foi adquirido por um fundo de investimento ligado ao Banco Master e também é alvo de investigação da PF.

Apesar de ter deixado a relatoria de um inquérito anterior sobre o caso, Toffoli não havia se impedido de participar de novos processos. Contudo, em sua decisão desta quarta-feira, ele alegou "motivo de foro íntimo" para se afastar da relatoria do processo que trata da abertura da CPI.

O pedido para a criação da CPI foi apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele argumenta que o requerimento cumpriu todos os requisitos legais e que há omissão por parte do presidente da Câmara, Arthur Lira, em não instalar a comissão.

Segundo Rollemberg, o requerimento reuniu 201 assinaturas, ultrapassando o mínimo de um terço dos deputados, e possui objeto e prazo definidos, conforme estabelece a Constituição Federal.

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