O empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos e citado em investigações sobre o Banco Master, comparece nesta quarta-feira (11) à CPI do Crime Organizado no Senado. Convocado pela comissão, Mansur obteve no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito de permanecer em silêncio em perguntas que possam incriminá-lo.
A decisão do ministro André Mendonça, do STF, permite que Mansur, que fundou a Reag em 2012, evite responder a questionamentos específicos, o que pode limitar o escopo do depoimento. O empresário, que construiu carreira no mercado financeiro e ocupou cargos em conselhos de grandes empresas, passou a ser investigado após operações financeiras consideradas atípicas envolvendo fundos administrados pela Reag e um empréstimo de R$ 459 milhões do Banco Master.
Uma das operações sob suspeita registrou uma rentabilidade superior a 10 milhões por cento, segundo apurações do Banco Central. Mansur também foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, da Polícia Federal, que investiga supostas fraudes financeiras no banco controlado pelo empresário Daniel Vorcaro.
Antes das oitivas, a CPI votará requerimentos para aprofundar as investigações, incluindo um pedido ao ministro André Mendonça para o envio de informações e provas sobre o Banco Master. Senadores também analisam convocar ex-diretores do Banco Central e solicitar relatórios do Coaf e quebra de sigilo bancário e fiscal de pessoas e empresas ligadas ao caso.
O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que também seria ouvido nesta quarta-feira, não participará da reunião. Fonte: O Globo