O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), reiterou nesta quarta-feira (11) a defesa da atuação da Corte e de seu colega Alexandre de Moraes, alvo de críticas no contexto da crise do Master. Dino afirmou que o STF "acerta muito mais do que erra" e destacou operações recentes conduzidas por Moraes contra facções criminosas no Rio de Janeiro como exemplos de decisões acertadas.
Em suas redes sociais, Dino escreveu: "As virtudes do STF explicam muitos ataques, movidos a vinganças, ódios e interesses. Há muitos, no Estado e no mercado, que querem afastar o foco dos seus próprios crimes e erros".
A defesa do "acerto" do STF foi inicialmente feita por Dino durante o julgamento de deputados federais nesta terça-feira, em que se discutiu a suposta "comercialização" de emendas parlamentares. A declaração surge em um momento de pressão sobre o STF, com um pedido de CPI para investigar Moraes e Dias Toffoli apresentado no Senado. O andamento da CPI depende da decisão do presidente do Senado, Davi Alcolumbre.
Ao final da sessão de julgamento, Dino também mencionou a derrubada do orçamento secreto como um "precedente histórico" do STF, ressaltando a importância da transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares.
Nesta quarta, Dino ampliou a lista de "acertos" do STF, incluindo decisões sobre direitos indígenas, meio ambiente, combate à pandemia, defesa da democracia, direitos das mulheres, proteção a crianças e jovens contra crimes na internet e o "enfrentamento ao armamentismo ilegal".
Dino argumentou que "equívocos se embaralham" em meio a críticas à Corte e que é preciso "separar o joio do trigo" em "momentos confusos", alertando que "diagnósticos errados - mesmo que com os melhores propósitos - costumam conduzir a gigantescos desastres".
Fonte: O Globo