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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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INOVAÇÃO

Startup australiana desenvolve 'computador vivo' com neurônios humanos que joga videogame

Startup australiana Cortical Labs desenvolve o CL1, um 'computador vivo' com neurônios humanos que joga Doom. O dispositivo promete eficiência energética e abre debate ético.

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Startup australiana desenvolve 'computador vivo' com neurônios humanos que joga videogame

A startup australiana Cortical Labs apresentou um avanço impressionante no campo da tecnologia: o CL1, um dispositivo biológico que utiliza cerca de 800 mil neurônios humanos cultivados em laboratório para jogar videogame. A demonstração, realizada em Barcelona durante o Mobile World Congress 2025, mostrou o sistema rodando o clássico jogo Doom, com os neurônios recebendo estímulos elétricos e respondendo com ações dentro do jogo.

Diferentemente da inteligência artificial convencional, o CL1 opera com células cerebrais reais conectadas a um chip de silício. Os neurônios, derivados de células-tronco reprogramadas a partir de amostras de pele e sangue de doadores, crescem em uma matriz de eletrodos que permite a comunicação bidirecional entre o tecido neural e o ambiente digital. Na demonstração, aproximadamente 200 mil neurônios foram ativados para controlar a jogabilidade.

O projeto, embora não publicado em estudo revisado por pares, baseia-se em pesquisas anteriores. Em 2022, cientistas ligados à empresa reportaram que culturas neuronais semelhantes aprenderam a jogar Pong em minutos. O CL1 se destaca pela eficiência energética, consumindo menos de um quilowatt para 30 unidades, em contraste com o alto gasto energético da IA tradicional. A Cortical Labs visa aplicações em robótica, descoberta de medicamentos e modelagem de doenças neurológicas.

A empresa também oferece um modelo de acesso remoto, o 'wetware as a service', permitindo que pesquisadores utilizem as culturas neuronais por cerca de US$ 300 semanais. O desenvolvimento levanta discussões éticas e regulatórias sobre o uso de tecido humano em computação comercial, um campo que, segundo especialistas, está apenas começando.

Fonte: O Globo

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