Os deputados britânicos rejeitaram nesta terça-feira (11) uma proposta para proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos. A decisão foi tomada na Câmara dos Comuns, com 307 votos contra e 173 a favor da medida.
A proposta, inspirada em legislação australiana e apoiada por figuras como o ator Hugh Grant, foi contestada pelo governo trabalhista. A secretária da Educação, Olivia Bailey, argumentou que uma proibição total poderia ter consequências negativas e defendeu a realização de uma consulta pública.
A consulta pública, lançada na semana passada, visa coletar opiniões para moldar a legislação futura sobre o acesso de crianças e adolescentes ao mundo online. Bailey destacou que a iniciativa busca garantir uma relação mais segura e saudável com a internet.
A oposição à proibição também vem de algumas organizações de proteção à infância, que alertam que medidas restritivas podem empurrar jovens para plataformas menos seguras ou deixá-los despreparados para o uso online ao atingirem a idade permitida.
Atualmente, a idade mínima para criar contas em redes sociais é de 13 anos, mas essa regra é facilmente contornada. Pesquisas indicam que 74% dos britânicos apoiam a proibição para menores de 16 anos.
Uma possível proibição pode ser reavaliada após a conclusão da consulta pública.