A simultaneidade inédita entre os Campeonatos Estaduais e o Brasileirão em 2026 frustrou o público e resultou em estádios mais vazios nos primeiros meses da temporada. A mudança no calendário, que antecipou o início da Série A antes do fim das competições regionais, gerou um dilema para os torcedores, divididos entre a rivalidade local e a relevância nacional.
O Campeonato Carioca registrou uma queda de 15,9% no público em relação a 2025, com uma média de 7.120 pagantes por jogo. Em São Paulo, a média de público foi 13,5% menor, mesmo com um novo formato de fase de liga. Apenas o Campeonato Mineiro apresentou crescimento, com um aumento de 3,5%.
Fatores como a ausência de jogos em outros estados e a reforma do gramado do Allianz Parque no Paulistão contribuíram para a queda. A concorrência direta com o Brasileirão, que até suas primeiras rodadas teve uma média de 17.764 pagantes (21,7% a menos que em 2025), afetou a adesão do público aos jogos estaduais. A busca por vaga na Libertadores também se tornou um atrativo a mais.
Apesar do baque inicial, o Brasileirão tende a reagir com o avanço da competição. Já os Estaduais, mesmo com a menor presença de público, mantiveram boa performance na captação de publicidade, com 18 dos 27 campeonatos fechando acordos de naming rights. Especialistas apontam que a força da tradição e paixão regionais, aliadas a diferentes estratégias de patrocínio, sustentam o mercado publicitário.