A montadora chinesa BYD estuda ingressar na Fórmula 1 como parte de sua estratégia de expansão global e fortalecimento da marca. A empresa também avalia participar do Campeonato Mundial de Endurance, incluindo as 24 Horas de Le Mans. A entrada na F1 poderia ocorrer pela criação de uma equipe própria ou aquisição de participação em uma já existente.
A iniciativa visa impulsionar a presença da BYD fora da China, especialmente nos Estados Unidos, onde a marca ainda não comercializa veículos. A categoria de automobilismo vive um momento de alta popularidade nos EUA, beneficiada pela série da Netflix "Formula 1: Drive to Survive" e pelo aumento de corridas no país.
A Fórmula 1, que tem adotado tecnologias híbridas em suas competições, representa um investimento bilionário. Os custos para desenvolver um carro e manter uma equipe podem chegar a US$ 500 milhões por temporada. A BYD, que recentemente ultrapassou a Tesla como maior vendedora de veículos elétricos, busca também reforçar sua imagem no segmento de luxo, como demonstrou com o teste do modelo Yangwang U9 com velocidade superior a 495 km/h.
A possibilidade de um fabricante chinês entrar na F1 é vista como um passo natural para o esporte, segundo o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. A China tem visto um crescimento na popularidade da F1, com o retorno do GP de Xangai e a estreia do primeiro piloto chinês, Zhou Guanyu, em 2022.
A entrada de novas equipes na F1 pode gerar resistência entre as equipes atuais devido à divisão de premiações. A Audi adquiriu participação na Sauber, e a Cadillac também estreará no grid após negociações. A BYD ainda não tomou uma decisão final e pode optar por não participar de nenhuma competição.