A instabilidade no Oriente Médio e a consequente alta do petróleo já impactam o setor aéreo global. Companhias como a Scandinavian Airlines (SAS) e a australiana Qantas anunciaram reajustes nas tarifas devido ao aumento expressivo no custo do combustível de aviação, que chegou a subir quase 50% este ano.
A Qantas informou que o aumento médio será de 5% nas rotas internacionais, citando o preço do combustível como principal fator. Segundo a companhia, os preços do querosene de aviação subiram até 150% nas últimas duas semanas. A empresa possui proteção financeira contra variações no preço do combustível, mas o salto atual eleva os custos gerais.
Na Ásia, o cenário é mais crítico. Companhias indianas já aumentaram os preços em 15% nas rotas de longa distância e consideram novos reajustes. No Vietnã, o alerta é de possível alta de até 70% nas tarifas, devido à dependência do combustível importado.
A Hong Kong Airlines também aplicará taxas de combustível a partir de 12 de março. Voos de longa distância para a América do Norte, por exemplo, terão um acréscimo de cerca de R$ 100. Companhias de baixo custo do Sudeste Asiático cogitam deixar aviões em terra caso o combustível se torne proibitivo.
A Air New Zealand suspendeu sua previsão de resultados para o exercício de 2026, citando a volatilidade dos preços do combustível. A Lufthansa, por outro lado, avalia ter uma vantagem relativa com sua proteção contra oscilações e o aumento da capacidade em rotas para Ásia e África, enquanto rivais do Oriente Médio operam com restrições.