Produtores rurais do RS enfrentam escassez de diesel e temem prejuízos na colheita. A escassez do combustível, que começou a ser sentida no sábado (7), pode comprometer a colheita da safra de verão, especialmente de soja e arroz, culturas das quais o estado é o maior produtor nacional.
A Federação da Agricultura do Estado (Farsul) comunicou a preocupação com a interrupção no fornecimento por parte dos Transportadores Revendedores Retalhistas (TRRs), que adquirem o diesel a granel para revender aos agricultores. Segundo a entidade, as distribuidoras alegam que o problema se origina nas refinarias, que teriam suspendido a distribuição sem justificativas.
A Farsul destaca a gravidade da situação, pois o atraso na colheita expõe as lavouras a intempéries, em um estado que já sofreu perdas significativas devido a eventos climáticos. Isso impacta toda a economia gaúcha.
A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou que monitora o caso e apurou que os estoques de diesel no Rio Grande do Sul são suficientes para o abastecimento regular. Segundo a agência, a produção e entrega do combustível seguem em ritmo normal pelo principal fornecedor da região.
A ANP notificou formalmente as distribuidoras para que prestem esclarecimentos sobre volumes em estoque, pedidos recebidos e aceitos. A agência ressalta que o estado produz mais diesel do que consome, possui estoque regular e não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais para a recusa no fornecimento. Aumento de preços sem justificativa também será investigado.
A Petrobras, por sua vez, declarou que não houve alteração nas entregas de diesel por suas refinarias e que elas ocorrem conforme o planejado e dentro do volume programado para o estado.