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domingo, 25 de outubro de 2026

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Sarah Menezes é demitida da seleção feminina de judô após licença maternidade

Sarah Menezes, campeã olímpica como atleta e treinadora, é desligada da seleção feminina de judô logo após retornar da licença maternidade. CBJ alega reestruturação interna e questões financeiras.

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Sarah Menezes é demitida da seleção feminina de judô após licença maternidade

Sarah Menezes, medalhista olímpica e treinadora, não faz mais parte da comissão técnica da seleção feminina de judô. A demissão ocorreu logo após seu retorno da licença maternidade, onde deu à luz sua segunda filha, Catarina, em maio de 2025.

Menezes, que também é mãe de Nina, de cinco anos, foi informada de sua demissão pela Confederação Brasileira de Judô (CBJ) de forma abrupta. Ela relatou que, embora sua licença maternidade se encerrasse em novembro, a CBJ lhe concedeu férias em dezembro. Após um período de silêncio em janeiro, a treinadora foi comunicada da decisão em fevereiro.

"Não fiquei surpresa por causa dessa dinâmica. Não fui convocada para o Grand Slam de Paris, nem para os treinamentos do início do ano", declarou Menezes ao GLOBO. Ela acrescentou que a entidade citou uma reavaliação de escolhas, incluindo questões financeiras, como motivos para o desligamento, agradecendo por seu trabalho.

Questionada sobre a possibilidade da maternidade ter influenciado a decisão, Menezes ponderou que, embora possa ter tido alguma relação, ela acredita que não foi o fator determinante. A treinadora enfatizou sua organização, rede de apoio e a tranquilidade de suas filhas. A CBJ mencionou, além da demissão, agradeceu suas contribuições e citou questões financeiras, classificando a situação como "escolhas". Menezes relembrou as mudanças na entidade após a última eleição, com o retorno de Paulo Wanderley à presidência.

A saída de Menezes ressalta a realidade desfavorável para mulheres em cargos de liderança no esporte. Em Paris-2024, apenas 13% dos treinadores e assistentes eram mulheres, um reflexo da baixa representatividade global, que foi de 11% em Tóquio-2020. No Brasil, apenas 11 das 84 delegações em Paris eram compostas por mulheres.

Em nota oficial, a CBJ informou que a demissão de Sarah Menezes se deu "em razão de processo de reestruturação interna" e expressou "reconhecimento e agradecimento pelo profissionalismo e contribuição ao judô brasileiro". A entidade reafirmou a admiração por sua trajetória e desejou sucesso em seus futuros caminhos.

Andrea Berti, que dividia a função com Menezes, permanece como a única técnica da seleção feminina. Sarah Menezes havia assumido a seleção em 2021, após o fim de sua carreira como atleta, e foi indicada ao prêmio de melhor treinadora do ano em 2024 pelo COB.

A treinadora conquistou duas medalhas em sua primeira Olimpíada como técnica, Paris-2024: ouro com Beatriz Souza (+78kg) e bronze com Larissa Pimenta (52kg). A equipe também conquistou o bronze por equipes.

Menezes afirmou que está feliz e grata ao esporte, destacando suas conquistas como atleta e treinadora. Ela cogita retornar a trabalhar na Prefeitura de Teresina, onde já atuou anteriormente, visando contribuir para a estrutura esportiva e educacional da cidade.

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