A Penitenciária Federal de Brasília, a menos de 15 quilômetros da Praça dos Três Poderes, impõe uma rotina rigorosa aos seus detentos de alta periculosidade. O local abriga figuras como Marcos Hermes Camacho, o Marcola, apontado como líder do PCC, o espião russo Sergei Cherkasov, e o banqueiro Daniel Vorcaro, recém-chegado.
O presídio é dividido em quatro blocos isolados. A segurança é reforçada por armamento israelense e táticas de vigilância para prevenir fugas, rebeliões e resgates. Detentos como Vorcaro não recebem comida externa ou visitas íntimas. O contato com o exterior é feito por meio de um parlatório com vidro blindado, onde conversas são monitoradas.
A rotina diária inclui revista ao sair do dormitório, algemas em deslocamentos, e duas horas de banho de sol diário sob tela antidrone. Exercícios físicos em grupos de até três pessoas são permitidos, com futebol às quartas-feiras. Aos fins de semana, a programação inclui reprises de transmissões de TV.
As celas individuais possuem 6 metros quadrados e são equipadas com itens básicos de higiene. A alimentação é distribuída em seis refeições diárias. A estrutura médica da unidade conta com minifarmácia, clínica odontológica e ambulatório para procedimentos de pequeno porte, visando minimizar saídas externas.
O contraste com presídios comuns é notável: o local é silencioso, limpo e os detentos, em sua maioria brancos, escolarizados e com idade entre 30 e 50 anos, diferem do perfil geral do sistema carcerário brasileiro.
Recentemente, a segurança foi reforçada após uma fuga em Mossoró (RN), a primeira em uma penitenciária federal. Mudanças incluem barras nas luminárias e vãos de portas, além de um protocolo de defesa acionado em situações de alerta máximo.
A unidade também registrou a presença de estrangeiros, como o espião russo e um integrante da máfia italiana, o que levou à obrigatoriedade do uso do português em conversas nos parlatórios, com a presença de tradutores.
A segurança é máxima: três detectores de metal, bloqueio de sinal de celular e scanners no subsolo impedem comunicação e tentativas de fuga.